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Goldman Sachs diz: O mercado de alta do ouro ainda não acabou, US$ 4.000 é uma boa oportunidade de compra nas quedas

Goldman Sachs diz: O mercado de alta do ouro ainda não acabou, US$ 4.000 é uma boa oportunidade de compra nas quedas

汇通财经汇通财经2026/09/08 11:02
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Por:汇通财经

Portal de Notícias Cambiais, 8 de setembro—— Na parte prática, Kim apresenta um plano de ação bastante específico: aproveitar a janela de volatilidade trazida pela divulgação dos dados macroeconômicos desta semana para realizar compras parciais e manter posição sempre que o preço do ouro recuar para perto de 4.000 dólares/onça, antes da realização da reunião do FOMC em setembro.



O preço do ouro já recuou cerca de 20% em relação ao recorde histórico de janeiro deste ano, surgindo no mercado opiniões de que o "bull market" teria atingido o topo. No entanto, o Goldman Sachs não concorda com essa avaliação. Tony Kim, chefe global de negociação de metais do Goldman Sachs, afirmou de forma categórica no podcast oficial do Goldman Sachs que a atual correção é apenas uma "pausa prolongada", e não o fim do ciclo de alta. Suas palavras são bastante claras: o Goldman Sachs continua otimista com o ouro e recomenda que investidores vejam a aproximação do preço do ouro a 4.000 dólares/onça como uma região ideal para iniciar posições compradas parciais. O pano de fundo para essa afirmação é que, após uma forte correção, o ouro demonstrou sinais notáveis de estabilização em agosto, e o mercado está à espera de dois grandes eventos — a publicação do CPI dos EUA esta semana e a reunião do FOMC do Federal Reserve em setembro.

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Origem da correção: dois fatores sobrepostos


Sobre as causas desta correção no preço do ouro, Kim trouxe duas explicações específicas, que atuam em conjunto para pressionar o valor. O primeiro motivo é a incerteza política trazida pela troca de presidente do Federal Reserve. O posicionamento do presidente Walsh ainda é incerto, e o mercado busca entender sua "função de reação" — ou seja, diante de diferentes dados de inflação, se o novo presidente tenderá a elevar, reduzir ou manter as taxas de juros. Somam-se aos comentários públicos do governo Trump sobre a política do Federal Reserve, deixando todo o sistema de precificação de juros em suspensão, afetando em cheio ativos como o ouro, que não geram rendimento. O segundo motivo envolve o transbordamento dos choques geopolíticos. O conflito Irã-EUA sacudiu os mercados de energia, commodities agrícolas e metais, mudando as expectativas inflacionárias do mercado e, principalmente, rompendo o fluxo de reservas asiáticas que normalmente retornariam ao mercado de metais preciosos. Kim revela que, devido a isso, a maioria das instituições clientes do Goldman Sachs já reduziu suas posições em ouro, mas, dentre todos os fluxos de capital, apenas as compras dos bancos centrais permaneceram inabaladas — e é exatamente essa convicção da Goldman para manter a perspectiva de "bull market não encerrado".

Base do ciclo de alta: bancos centrais compram um terço da nova oferta


O fundamento para essa visão é uma lógica de oferta e demanda clara, verificável em números. Kim aponta que a produção anual global de ouro de mina é de cerca de 3.500 toneladas, enquanto as compras anuais dos bancos centrais passaram de 400~500 toneladas antes do conflito Rússia-Ucrânia (o congelamento das reservas cambiais da Rússia foi um divisor de águas) para 1.000~1.100 toneladas atualmente, mais do que dobrando. Em outras palavras, apenas os bancos centrais consomem quase um terço do ouro minerado novo anualmente, reduzindo drasticamente o suprimento destinado ao consumo em joias, ETFs de ouro e investimento físico. Essa configuração traz uma conclusão crucial: com a oferta disponível menor, o volume de capital adicional necessário para elevar significativamente o preço do ouro é cada vez mais baixo. Enquanto a força estrutural das compras dos bancos centrais não se reverter, a base do bull market permanece intacta.

Ponto fraco na Ásia: prioridade para segurança energética, menor compra de ouro


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(Gráfico diário do ouro à vista — Fonte: Portal Fácil de Câmbio)

No entanto, Kim também aponta de forma franca o elo mais frágil deste ciclo: a demanda física asiática. Historicamente, a Ásia é sustentada tanto pelo consumo de joias quanto pelas compras dos bancos centrais, mas ambos estão visivelmente fracos este ano. O motivo? O conflito Irã-EUA desregulou o ritmo de formação de reservas cambiais por superávits comerciais para a região, e países como a Índia estão priorizando suas preciosas reservas para defender o câmbio local e garantir importação de energia, não havendo espaço para incrementar reservas em ouro; vale notar ainda que, internamente, a Índia inclusive implementou políticas que restringem ativamente o consumo de ouro. Segundo Kim, o retorno sustentável desse fluxo de capital depende da normalização do mercado de energia do Oriente Médio, e dificilmente se tornará novo motor de alta no curto prazo.

Prata: não siga a tendência do ouro, é como um "bilhete de aposta" de beta alto


Em relação ao ouro, Kim demonstra muito mais cautela ao falar da prata, alertando, na prática, seus clientes para não confundirem ambos os metais. No mercado de prata, o investimento representa apenas cerca de um quinto da demanda total; o restante é dominado pelo uso industrial, com nenhuma atuação sistemática dos bancos centrais como ocorre no ouro. Isso faz com que o mecanismo de precificação da prata dependa mais do humor dos investidores de varejo, prêmios no físico e ressonância do capital especulativo, gerando grande amplitude na faixa de preços de equilíbrio — segundo Kim, dependendo do fluxo de capital, o preço de despejo da prata pode variar de 50 a 100 dólares/onça. Em resumo: ouro é uma negociação movida por fundamentos, enquanto a prata é como um bilhete de aposta de alta sensibilidade ao risco, dominada pelas emoções do investidor de varejo, cumprindo papéis completamente distintos.

Olho no CPI, entre parcialmente próximo de 4.000 dólares


Na prática, Kim traz um plano de ação específico: aproveitar a janela de volatilidade trazida pelos dados macroeconômicos desta semana para realizar compras parciais e manter posição sempre que o preço do ouro recuar para perto de 4.000 dólares/onça, antes da reunião do FOMC em setembro. A escolha desse preço se dá porque o Goldman Sachs observou que capitais soberanos e institucionais costumam sustentar esse patamar.
O relatório de CPI dessa semana é visto pelos economistas do Goldman Sachs como o catalisador mais importante do momento — o mercado vai recalibrar o preço da nova função de reação do Federal Reserve com base nesse dado, e Kim salienta que os dados de inflação são a variável que ele mais observa atualmente. Vale mencionar que o marco dos 4.000 dólares foi disputado repetidamente pelo mercado no primeiro semestre deste ano; no final de junho, o ouro chegou a cair abaixo desse patamar, sendo testado diversas vezes como suporte psicológico posteriormente; a sinalização do Goldman, na prática, redefine esse marco psicológico crucial como uma zona ativa para formação de posição, e não mais como linha de stop para defesa.

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