O mercado aguarda dados de emprego dos EUA, ações sul-coreanas caem mais de 1%, tensão no Oriente Médio eleva preço do petróleo e pressiona o mercado de títulos
Os mercados de ações da Ásia-Pacífico caíram ligeiramente 0,2%, com o mercado acionário da Coreia do Sul liderando as perdas com mais de 1%; os futuros dos índices das ações dos EUA permaneceram praticamente estáveis, enquanto os mercados europeus, após fecharem em máxima histórica no dia anterior, devem registrar uma leve queda. O preço do Brent subiu 1,6% nesta sexta-feira, sendo cotado a 83,80 dólares por barril. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos permaneceu em 4,68%, tendo subido 7 pontos-base durante o pregão anterior das ações americanas.
Os preços do petróleo subiram devido à incerteza sobre o acordo no Estreito de Ormuz, enquanto o mercado de títulos caiu sob pressão das preocupações com a inflação. Investidores em geral aguardam o relatório de empregos dos EUA, a ser divulgado na sexta-feira, para buscar novas pistas sobre a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve.
Em 7 de julho, as bolsas da região Ásia-Pacífico recuaram levemente 0,2%, com o mercado de ações da Coreia do Sul liderando as quedas com mais de 1%; os futuros dos índices dos EUA estavam praticamente estáveis, enquanto as bolsas europeias, após terem fechado em máxima histórica no dia anterior, devem recuar levemente.
De acordo com as notícias da TV estatal chinesa, por volta das 21h40 do dia 6 no horário local, foram ouvidas duas explosões na Ilha de Qeshm, no Irã. Segundo fontes iranianas, as explosões ocorreram devido a ataques a alvos inimigos próximos à entrada do Estreito de Ormuz, e os resultados desta operação serão divulgados ao público nas próximas horas. O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu 1,6% na sexta-feira, sendo cotado a US$ 83,80 o barril. Ainda assim, devido às expectativas de um acordo entre EUA e Irã no início da semana, o Brent acumula queda de cerca de 5% na semana.
A alta dos preços da energia reacendeu as preocupações do mercado com a inflação, e investidores temem que o Federal Reserve possa manter juros altos por mais tempo. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos permaneceu em 4,68%, após acumular alta de 7 pontos-base durante o pregão de ações dos EUA.
- As bolsas da região Ásia-Pacífico caíram levemente 0,2%, com a bolsa da Coreia do Sul liderando as quedas com mais de 1%
- O dólar se fortaleceu em relação à maioria das principais moedas do G10, enquanto o iene ficou praticamente estável, sendo negociado próximo de 158,40 por dólar
- O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos pouco mudou, permanecendo em 4,68%
- O West Texas Intermediate avançou 1,3%, cotado a US$ 78,31 o barril
- O ouro à vista subiu 0,6%, chegando a US$ 4.265 por onça
- O bitcoin caiu 0,3%, sendo negociado a US$ 64.196,68
Perspectivas incertas para acordo no Oriente Médio, preços do petróleo tendem a subir
Veículos de imprensa iranianos, citando um suposto rascunho do acordo Irã-Oman, afirmaram que o Irã procuraria restringir a passagem de navios dos EUA e de Israel pelo Estreito de Ormuz, exigindo ainda que países considerados hostis paguem indenizações antes de obterem permissão para cruzar essa via estratégica.
Esse relato surge enquanto representantes de Washington e Teerã deram sinais de que um acordo pode estar próximo. Recentemente, Trump retirou a ameaça de retomar ataques militares ao Irã, e ao ser questionado sobre os últimos desdobramentos, afirmou que as coisas estão “indo bem”.
O estrategista da Bloomberg, Mark Cranfield, destacou: “Os contratos de WTI e Brent tocaram as máximas do dia, com investidores prevendo que os EUA possam reagir diante das notícias de que o Irã busca restringir a passagem de países hostis pelo Estreito de Ormuz.” Ele também alertou que esta alta dos preços ainda é moderada, já que o Brent permanece próximo ao meio da faixa de negociação mantida desde o final de maio.

Dados de emprego são sinal-chave para o rumo do Federal Reserve
Nos EUA, dados econômicos divulgados na quinta-feira mostraram que o mercado de trabalho segue resiliente – os novos pedidos de auxílio-desemprego ficaram abaixo de 200 mil pela terceira semana seguida. Isso significa que a inflação será o principal fator a ser considerado pelo Federal Reserve na reunião de setembro.
Segundo pesquisa da Bloomberg, economistas preveem que o relatório de empregos de julho deve criar 80 mil novas vagas, acima das 57 mil esperadas em junho. Este relatório é considerado pelo mercado o sinal mais claro até agora sobre até que ponto o mercado de trabalho está esfriando e se isso seria suficiente para sustentar expectativas de cortes nas taxas de juros ainda este ano.
David Chao, estrategista global de mercados da Invesco, declarou: “Existe uma considerável incerteza quanto ao mercado de trabalho dos EUA e ao rumo das políticas do Federal Reserve. É possível que investidores estejam reduzindo riscos e realizando lucros antes da divulgação dos dados de emprego.”
O economista sênior da Interactive Brokers, José Torres, escreveu em relatório: “Mesmo que os dados do payroll venham fracos acompanhados de uma taxa de desemprego moderada, já seria suficiente para desencadear um rali nos títulos do Tesouro, pois, uma vez que investidores de renda fixa comecem a temer por possíveis cortes de vagas, o risco de queda da economia será refletido gradualmente na curva de juros.”
Dólar avança enquanto iene devolve ganhos com intervenção
O dólar se fortaleceu perante a maioria das moedas do G10, impulsionado pela expectativa de juros altos, o que elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro. O índice de força do dólar Bloomberg, após registrar o maior avanço diário em duas semanas durante o pregão de Nova York, manteve-se estável.

Sobre o iene, após uma rodada de valorização impulsionada por intervenção no início da semana, a moeda japonesa já devolveu quase metade dos ganhos nos últimos dias, ficando praticamente estável em torno de 158,40 por dólar nesta sexta-feira. Anteriormente, o iene chegou a atingir a máxima de 155,23. O jornal britânico Financial Times informou que a operação de intervenção com troca de euros por ienes feita pelos EUA deixou os europeus bastante surpresos.

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