08:00 e 20:00 com aumentos explosivos, o ouro deixa o mundo para trás.
Fonte: Wall Street Intelligence Circle
Enquanto o mercado de ações, o dólar e o petróleo continuam em um impasse, o ouro acelerou repentinamente duas vezes, às 08:00 (UTC+8) e 20:00 (UTC+8), avançando sozinho e escapando do radar de todos os demais mercados.
No fechamento de quarta-feira, uma combinação rara ocorreu: "ouro em forte alta, enquanto outros ativos sofrem perdas coletivas":
- O mercado de ações dos EUA reverteu os ganhos, o índice Nasdaq caiu 0,83% e o S&P 500 recuou 0,17%. No entanto, o índice Dow Jones subiu 0,49%.
- O índice do dólar americano continuou em queda, mas ainda permanece abaixo do nível de 100;
- O preço do petróleo oscilou, terminando com uma leve baixa;
- O preço do ouro disparou, superando sucessivamente os 4.100 dólares e 4.200 dólares, fechando por fim acima da média móvel de 50 dias.
Primeiro, a valorização do ouro (alta de 4%) não correspondeu à queda do dólar (leve baixa de 0,17%), o que indica um rompimento de qualidade (não se trata apenas de uma negociação inversa comum ao dólar). Nos últimos tempos, o dólar caía, mas o ouro não subia de forma clara, o que intrigava o mercado. Agora, o ouro finalmente começou a corrigir a estagnação anterior em relação ao dólar. Da última vez que o dólar esteve neste patamar, o ouro estava cerca de 200 dólares mais alto do que agora.
Em segundo lugar, o movimento de alta do ouro ocorreu em dois momentos:
· Primeira fase: das 08:00 às 14:00 do horário UTC+8. Ficou evidente que houve uma compra ativa de capitais orientais, mas esse movimento de alta possui um ar de mistério — não pode ser explicado apenas pela "redução dos juros pelo Federal Reserve". A Goldman Sachs destacou que, naquele dia, o volume total de posições em ouro no mercado de Xangai aumentou em 19 mil lotes, uma alta de cerca de 6%, figurando entre as cinco maiores variações diárias dos últimos três anos. Materiais de encerramento anteriores também apontaram explicitamente a "reentrada da China" como um importante fator de impulso para a valorização do ouro.
· Segunda fase: das 20:00 às 23:00 do horário UTC+8. Na ocasião, os dados de emprego ADP dos EUA vieram bem abaixo do esperado — foram criadas 44 mil vagas em julho, abaixo das 95 mil de junho e cerca de 25 mil a menos que o previsto. Após a divulgação desses dados, o mercado reduziu as apostas em alta de juros pelo Federal Reserve. A probabilidade de aumento em setembro caiu para 55%, ante 68% na segunda-feira.
A primeira alta não foi uma reação a dados dos EUA, mas sim uma precificação ativa de capitais orientais. O mercado asiático elevou o preço do ouro acima dos 4.100 dólares, e só depois o mercado americano deu sequência ao movimento.
Em terceiro lugar, o pano de fundo desta alta do ouro é que, "no último mês e meio, o preço do ouro testou repetidas vezes o suporte dos 4.000 dólares", mas nunca conseguiu rompê-lo de forma consistente. Agora, com a superação dos 4.200 dólares e o retorno acima da média móvel de 50 dias, o sinal técnico é forte.
Como dissemos: o ouro pode já ter deixado para trás sua fase mais fraca, mas para saber se entrou numa nova tendência de alta sustentada, ainda será preciso observar o primeiro recuo.
Dois pontos para acompanhar a seguir:
Na quinta-feira, caso haja recuo, se haverá compradores em torno dos 4.200-4.208 dólares;
Na sexta-feira, após a divulgação dos dados de emprego não agrícola, se o preço do ouro conseguirá se manter acima da média móvel de 50 dias.
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