Ação judicial da Apple contra a OpenAI avança: Apple solicita medida cautelar para que a OpenAI pare de usar e devolva informações confidenciais
A Apple afirmou: "Se os segredos comerciais da Apple forem amplamente utilizados pela OpenAI e incorporados em seus produtos e operações, o dano será irreparável." A OpenAI declarou que o pedido da Apple se baseia em informações falsas e que não roubou nenhum segredo comercial. A audiência está marcada para 1º de outubro.
A batalha judicial entre a Apple e a OpenAI continua a escalar. A Apple solicitou a um juiz federal uma liminar para obrigar a OpenAI a interromper imediatamente o uso dos segredos comerciais que alega terem sido roubados e devolver todas as informações confidenciais relacionadas.
Em documentos judiciais apresentados na terça-feira, a Apple alertou: "Se os segredos comerciais da Apple forem amplamente utilizados pela OpenAI e integrados aos seus produtos e operações, o prejuízo será irreparável." A liminar permanecerá em vigor durante o andamento do processo.
A OpenAI nega veementemente as acusações, afirmando que o pedido da Apple "é baseado em informações falsas e é completamente desnecessário", acrescentando: "Não temos, nem queremos, nenhum dos segredos comerciais deles".
O impacto deste caso sobre o relacionamento entre as duas empresas é significativo. Atualmente, a OpenAI continua sendo uma importante fornecedora de tecnologia para a plataforma Apple Intelligence e o assistente de voz Siri. A possível ruptura da colaboração aumentou as preocupações do mercado sobre a estabilidade da estratégia de IA da Apple.
Acusações da Apple: funcionário teria roubado arquivos de hardware confidenciais
Em julho deste ano, a Apple entrou com uma ação contra a OpenAI e o seu responsável de hardware, acusando-os de uma "ação coordenada" para obter informações proprietárias relacionadas a produtos não lançados. O processo também cita Chang Liu, ex-engenheiro da Apple no projeto iPhone, que ingressou na OpenAI em janeiro deste ano.
No processo, a Apple afirma que, enquanto desenvolvia dispositivos de hardware para a OpenAI, Chang Liu identificou uma falha de autenticação e aproveitou essa brecha para acessar repetidamente arquivos internos confidenciais de hardware da Apple ao longo de várias semanas.
O pedido de liminar também exige que a OpenAI devolva todas as informações confidenciais e interrompa quaisquer novas tentativas de obtenção de dados privados.
O processo ainda revela que a OpenAI já contratou mais de 400 ex-funcionários da Apple. Em paralelo, a contratação do ex-chefe de design da Apple, Jony Ive, para ajudar no desenvolvimento de hardware, também é apontada como um dos fatores de deterioração da relação entre as empresas.
Resposta da OpenAI: colaboração solicitada por funcionários da Apple, não roubo de segredos
Quanto às acusações centrais, a OpenAI apresenta uma versão completamente diferente.
Em comunicado publicado no seu site, a OpenAI divulgou parte das mensagens trocadas entre Chang Liu e um funcionário não identificado da Apple, afirmando que o contato partiu do ex-colega da Apple, que pediu a ajuda de Chang Liu para localizar informações necessárias ao trabalho, e não o contrário.
No comunicado, a OpenAI enfatiza que a empresa "tem maior interesse em desenvolver produtos e tecnologias inovadoras de ponta" do que em obter informações internas de concorrentes.
Segundo o cronograma judicial, a OpenAI deve enviar sua resposta ao pedido de liminar da Apple até 17 de agosto, e uma audiência sobre a moção está marcada para 1º de outubro.
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