Controvérsias sobre rendimento de stablecoins paralisam o processo legislativo: regulamentação cripto nos EUA enfrenta novo impasse e cresce insatisfação do setor
BlockBeats noticiou que, em 28 de março, o impasse na indústria cripto dos EUA em torno dos rendimentos de stablecoins continua a se intensificar, tornando-se o principal obstáculo para o avanço da legislação geral. Diversas fontes apontam que, apesar do Congresso ter recentemente circulado rascunhos de texto sobre artigos relevantes, as negociações ainda não tiveram avanços substanciais.
O diretor de políticas do Coin Center, Jason Somensatto, afirmou que a questão dos rendimentos das stablecoins é atualmente o “principal entrave” para o andamento do projeto de lei sobre a estrutura do mercado cripto. Caso este ponto seja resolvido, os demais artigos poderão chegar rapidamente a um consenso.
O foco da controvérsia está em permitir ou não que stablecoins ofereçam rendimentos aos detentores. O já aprovado GENIUS Act proibiu as emissoras de pagarem juros diretamente aos usuários, mas não impôs restrições para que plataformas terceirizadas concedam recompensas. O setor bancário teme que essa possibilidade desvie depósitos, enquanto a indústria cripto acredita que limitar rendimentos vai inibir a inovação.
No meio destas disputas, uma exchange foi criticada por se opor a algumas cláusulas, sendo acusada de “atrasar o andamento do projeto”. O CEO Brian Armstrong já havia se posicionado contra propostas que poderiam “eliminar os rendimentos de stablecoins” e expressou preocupações sobre atribuições regulatórias e artigos sobre DeFi.
A Casa Branca já convocou diversas rodadas de negociações entre bancos e o setor cripto, mas um consenso ainda não foi alcançado. Profissionais do mercado apontam que, apesar das sucessivas rodadas de discussão sem resultado, caso não haja avanços, o projeto pode nem chegar à fase de votação no Comitê do Senado, correndo risco de ser abandonado.
Ainda assim, o mercado mantém expectativas quanto ao progresso. Uma exchange declarou que o setor está se organizando para apresentar uma solução alternativa conjunta, buscando superar as divergências dos artigos sobre rendimentos nas próximas semanas.
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