Hanwha da Coreia do Sul faz parceria com a Jito Foundation para ETPs de staking de liquidez
A Hanwha Asset Management, uma das maiores participantes do mercado financeiro da Coreia do Sul, firmou uma parceria estratégica com a Jito Foundation para desenvolver infraestrutura para produtos negociados em bolsa (ETPs) de staking de liquidez no país.
O acordo, anunciado na segunda-feira, foca na base técnica e regulatória para viabilizar produtos financeiros regulados atrelados ao JitoSOL, um token de staking líquido na blockchain Solana.
"JitoSOL é um ativo inovador que proporciona simultaneamente altos retornos e liquidez", disse Choi Young-jin, vice-presidente da Hanwha Asset Management, em declaração traduzida. "Ele se tornará um ativo alternativo atraente para investidores de fundos de pensão que buscam diversificar seus portfólios."
A parceria tem como objetivo a integração técnica do JitoSOL em estruturas de ETP, validação de soluções reguladas de custódia, estabelecimento de estruturas de gestão de risco e coordenação com autoridades locais para garantir conformidade.
Uma prioridade fundamental é incorporar o mecanismo de duplo rendimento do JitoSOL — que combina recompensas de staking padrão com recompensas de valor máximo extraível (MEV) — em produtos adequados ao mercado sul-coreano.
A iniciativa reflete desenvolvimentos recentes no cenário global. No mês passado, a 21Shares lançou o Jito Staked SOL ETP (JSOL) na Euronext. Nos EUA, a VanEck protocolou uma declaração de registro S-1 junto à SEC em agosto do ano passado para um ETF de JitoSOL, que continua pendente.
Lei Básica de Ativos Digitais
Em meados de 2025, a Hanwha Asset Management possuía cerca de 6,4 trilhões de won (US$ 4,44 bilhões) em ativos sob gestão. Esta parceria representa mais um grande player financeiro se posicionando diante do movimento legislativo da Coreia do Sul para estabelecer e promover produtos e serviços de ativos digitais.
A Lei Básica de Ativos Digitais da Coreia do Sul, atualmente em desenvolvimento, deve estabelecer quadros regulatórios mais claros para ativos digitais, incluindo regulamentações que permitam que instituições domésticas lancem ETPs de criptoativos.
No entanto, disputas sobre a elegibilidade de emissores de stablecoins atrasaram a Lei Básica de Ativos Digitais além do prazo original de 2025. Reguladores defendem a concessão de licenças exclusivas para bancos, uma medida que, segundo participantes do setor, sufocaria a inovação.
Ainda assim, as principais instituições do país já começaram a se preparar para a legislação ao construir a infraestrutura técnica e institucional para produtos de ativos digitais.
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